31.5.06

Madrugada

Palco sagrado dos sonhos idealizados, impossíveis.
Subversão absoluta de regras e conceitos,
quando os olhos fecham
e os corpos nus transcendem,
mimetizam uma realidade intensa e pura.

Improvisação, contratempos, pausas...

As línguas dançam a canção da alma
Não se perguntam pelo fim.
Os corpos sem governo
brincam (juntos) de acreditar.

Enredo, distância, universos em colisão.
Tudo é um sonho...

Na luz quente do sol da tarde,
derreto os ponteiros.

Desejo a madrugada.

4 comentários:

Ronaldo Faria disse...

Os que amam e têm vida desejam a madrugada. Não se sinta diferente por isso. Madrugada a todos nós, seres perdidos em angústias, buscas e sinas. Em sol, mi ou bemol. Em cortinas, palcos ou rimas. Para sempre, hoje, agora e acima.
Do Ronaldo

cacau disse...

lindo, Márcia... fiquei tão embevecida que até perdi o dom da palavra e não sei o que te dizer... isso é tão raro... Beijos da cacau.

André Montanhér disse...

Gostei do átimo do improviso. O caco que é ao mesmo tempo o achar a freqüência única da força vital. Madrugada, manhã e tarde perdem o sentido assim. Só importa a sensibilidade do artista.

arcanjo disse...

Ainda vou te ver...novamente.