<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354</id><updated>2011-06-04T12:52:35.014-03:00</updated><category term='política'/><category term='direitos da mulher'/><title type='text'>Branca Dias</title><subtitle type='html'>"Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da liberdade. Nem mesmo em torca do sol." Dias Gomes - O Santo Inquérito</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-1480098433523352161</id><published>2007-10-27T23:00:00.000-02:00</published><updated>2007-10-31T10:53:44.079-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos da mulher'/><title type='text'>Bandeiras, batons e um cobertor lilás</title><content type='html'>Sou mulher, mãe, esposa. Atriz de palco e de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde menina vi  plenárias, discursos, sonhos vestidos de moções, bandeiras surradas levadas de  mão em mão. Ouvia histórias de um pano lilás, mas ainda não era tempo de  entender que aquela luta era tão minha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então cresci. Descobri o estudo, o  emprego, o sub-emprego, o desemprego. Enquanto o leite secava preguei botões,  serzi joelhos e risquei uns desenhos em troca do feijão.&lt;br /&gt;Tanta madrugada em  claro, tanto choro escondido, tanta solidão que eu nem percebia o imenso  cobertor lilás que me mantinha aquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite, depois de um pesadelo,  descobri que eu não estava sozinha. Muitas, como eu, dividiam cantinhos da  coberta esperando pela hora de acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acordei. Abri bem as janelas e deixei  o Sol entrar. Seu calor imenso me obrigou a sair e ver muitos rostos iguais ao  meu, que sorriam. Curiosa, quase ofuscada pelo brilho do Sol, fui atrás e  entendi os sorrisos de tantos batons: elas carregam bandeiras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes novos  tempos, longe do mofo, reaprendi a amar. Meus carinhos de mãe são mais  presentes, meus suspiros de mulher são mais sinceros, porque me amo por  inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me filiei ao PCdoB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sorrio também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-1480098433523352161?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/1480098433523352161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=1480098433523352161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/1480098433523352161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/1480098433523352161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2007/10/bandeiras-batons-e-um-cobertor-lils.html' title='Bandeiras, batons e um cobertor lilás'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-2107149694313317634</id><published>2007-03-02T01:22:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T01:52:27.223-03:00</updated><title type='text'>Um lampejo de dor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Normalmente é assim: Sinto e expresso; leio e escrevo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Das sensações, uma vontade de gritar pro mundo a solidão, nasceu a Branca Dias. Aqui eu rio, brinco, danço e choro. Também é onde experimento o que é persona, mas anseia por ganhar vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Tenho também um espelho. No Reflexos eu somente rebato impressões das palavras que alcançam meus olhos, sem muita preocupação com quem vai me ler, se vai entender de onde vieram as imagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Hoje preciso de uma licença especial pra postar o reflexo no meu canto de emoções. Você que não sei como veio até aqui, pode até se perder no caminho e não entender, já que não deixo os rastros, mas li algo hoje que me fez chorar e não tem outro lugar em que possa extravasar que não aqui mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Eu o amo como pensei que não saberia mais. Sentimento sagrado, abençoado, sublime, mas que de tão forte me fragiliza. Confesso minha humildade, meu instinto. Do que estou falando? Ciúmes, ora! Quando percebo que em outros tempos, quando a minha admiração por ele já era absoluta, e o prazer da convivência era tão evidente, e tantos outros sinais nos forçavam a uma proximidade cada vez maior, mas a musa de seus lindos textos não era eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Não importa. Releio seus belíssimos textos, me embriagando das dores que me assaltam, mas só aumentam a certeza de que o amo cada dia mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-2107149694313317634?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/2107149694313317634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=2107149694313317634' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/2107149694313317634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/2107149694313317634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2007/03/um-lampejo-de-dor.html' title='Um lampejo de dor'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-115782827336249598</id><published>2006-09-09T15:56:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T13:57:33.223-02:00</updated><title type='text'>Sonho de Louco</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;Depois de ler o desabafo do dramaturgo com o cancelamento de sua obra.&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;                          &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como dói mergulhar no mundo fragmentado, esplodido e ensanguentado de um Louco e Ainda ser capaz de entender cada vírgula, cada pausa, cada gemido de dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tudo começou quando li, não a Li me chamou e disse: Se quiser fazer teatro, é só me falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Perdida no tempo, gorda, cansada, rouca eu fui. Conheci o Louco e aí sim que tudo começou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não acreditava Ainda na volta, mas lia e brincava de ser verdade. Não tinha entendido Ainda tudo, claro, encadeado, mas suava os desejos de um Louco, por ele, por ela (O Louco e sua mulher, não a musa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Faltava Ainda a viabilidade. Uma festa frustrante nos embebedou a todos e dissemos que Ainda era possível fazer a vontade do Louco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois daquilo um recomeço, sem madeira nem papel e tinta, sem roupas nem sapatos. Ajuda Ainda não tinha, mas a voz já soava alta e os jogos do Louco eram mais nítidos pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Veio a ajuda, outras tantas ajudas foram pagas que generosidade tem seu preço, sempre. E a imagem do Louco ficou pronta. Fora do lugar, Ainda isso, como levar o sonho do Louco pro lugar que era certo? (Errado, lugar errado, que seja, porra!!!!) E mais generosidade paga em prestações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Chegou, é aqui, mas não era assim que a gente tinha sonhado! No papel, assinado pelo Louco, empenhando seu nome e salários que não tinha, não estava escrito que tinha que ser como foi sonhado. – “Fodam-se vocês todos! Que pra fazer pêça, tem que investir... hahahaha”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E o Louco e seu sonho deram as caras a primeira vez &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;(Chama-se estréia, bom que se diga)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;. Uma bosta, erros, escuro, cigarro apagado na única hora que devia não estar, vinho derramado, outro esquecido e Ainda a televisão que não devia estar, mas estava, devia ser lembrada e não foi (Erro meu porra! Também quem manda o Louco me deixar sozinha pra fazer e desfazer todo seu sonho depois de tanto tempo longe?) Ah... esqueci, não de falar desta vez, esqueci de dizer agora que Ainda perdi a cabeça pra fora da luz (Perdoa essa atriz que nunca esteve em foco, por não saber que pra ter cabeça tem que ter luz, perdoa vai, ensina...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E o primeiro delírio do Louco aconteceu diante duns olhos amigos, medrosos das nossas cagadas, mas muito entusiasmados de ver a brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Até um par de olhos viu mais do que o Louco escreveu e quis chegar mais perto, pediu e-mail e hoje olha de pertinho, ora vejam! Obrigada, Louco, tenho que te agradecer muito por isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas o lugar que era errado espantou, confundiu, deu preguiça e ninguém mais viu a gente brincar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Agora sobrou um último tanto de generosidade pra gente pagar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ainda podemos tentar de novo... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ainda vamos fazer bonito... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ainda acreditamos nesse jogo... Nem todos, né.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E eu vi o Louco chorar de dor, por uma página branca que um dia ele teve coragem de riscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(Te amo Claudio, culpa da Li)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-115782827336249598?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/115782827336249598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=115782827336249598' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115782827336249598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115782827336249598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/09/sonho-de-louco.html' title='Sonho de Louco'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-115682612220736574</id><published>2006-08-29T01:34:00.000-03:00</published><updated>2006-09-29T14:06:48.693-03:00</updated><title type='text'>Entre preces</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Certa vez, numa madrugada gelada de São Paulo, meu filho teve febre. Eu tinha prometido um trabalho para o dia seguinte, logo cedo, e pretendia passar a madrugada trabalhando pra honrar o pedido. Aquela febre, repentina e forte, sacudiu meus planos e me colocou em desespero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Muitos motivos de preocupação, evidente. Um filho doente nos põe em alerta. Eu queria entregar o tal serviço para pagar o plano de saúde, atrasado no roldão de outras inúmeras contas. Sabia que sem o pagamento não seríamos atendidos, por isso a urgência em exigir do corpo e da mente algumas horas mais de vigília pra sanar essa parte do problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Mas o pequeno acordava a cada meia hora, se virava do avesso despejando fora os restos da janta, do chá que preparei antes do sono, dos remédios que eu dava tentando minimizar o desconforto. Tudo o que me pedia, sem entender direito o que sentia, é que eu ficasse do lado de sua cama, massageando suas costas que ardiam sem parar. Assim eu ficava por vinte minutos até que seus olhinhos dessem um sinal de relaxamento e voltava à encomenda que garantiria a dignidade de uma consulta com o médico. Em pouco tempo de trabalho eu o ouvia chorando e voltava rápido ao seu quarto, pra trocar suas roupinhas molhadas e recomeçar o ritual de carinhos até a próxima onda de sono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Já avançava a madrugada, ele ainda acordando de tempos em tempos, e eu já muito descompensada pelas horas de cuidados e trabalhos inacabados, quando ele me disse - mamãe, eu te amo de um tamanho maior que tudo. Retribui a declaração com um beijo e um "eu também te amo mais que tudo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Em sua reflexão de menino, muito seriamente, me perguntou se o planeta era o maior tamanho de tudo. Expliquei que o planeta é grande, mas o universo é maior. - E o que é maior que o universo, disparou no segundo seguinte. Minha reposta imediata não podia ser outra: Maior que o universo é Deus. Já retomando a sonolência, ele se aninhou no meu colo e disse que me amava do tamanho de Deus. Assim fechou os olhinhos e senti seu corpo relaxar novamente, pra mais alguns minutos de descanso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Saí do quarto atordoada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Cabe tanto amor assim numa existência de criança? Me ama e se consola com um beijo e eu não posso lhe garantir a segurança de um remedinho certo ou da visita ao médico? Eu lhe digo que logo vai sentir-se melhor e ele acredita em mim, simplesmente porque é a mãe quem fala...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Quando voltei ao computador, na esperança de continuar o trabalho, já não conseguia enxergar a tela, estava exausta, descrente de mim, e uma voz fraquinha me lembrava que tem horas pra se crer sem explicações. Meu filho tem fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; Tentando manter os olhos abertos, certa de que não conseguiria mais entregar o trabalho, me vi chorando, me vi pedindo forças, me senti rezando pra que o "Deus que é maior que tudo" me desse forças além da conta e mantivesse envolto, protegido meu anjinho, até que eu pudesse lhe assistir como se deve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; E não era mais o Deus Pai que me respondia. Lembrei das vinte horas de trabalho de parto em que me mantive forte e crente na minha capacidade. Recordei o rosto tranqüilo de meu bebê, saído do meu ventre, cuja única preocupação aparente era sentir-se acolhido no meu peito. A partir deste dia minhas preces todas foram instintivamente dirigidas ao Deus que também é Mãe, que sabe tirar ânimo além de todos os limites e protege no útero seus filhinhos até que chegue a paz. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-115682612220736574?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/115682612220736574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=115682612220736574' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115682612220736574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115682612220736574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/08/entre-preces.html' title='Entre preces'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-115487933086313209</id><published>2006-08-06T12:47:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T12:48:50.873-03:00</updated><title type='text'>Guardar pra não esquecer</title><content type='html'>Já não posso mais te chamar amigo, embora o seja além de tudo mais.&lt;br /&gt;Só espero a minha deixa pra entrar em cenanum enredo novo e livre de estereótipos.&lt;br /&gt;História que lança raízes em solo áridomas é regada de imagens, sons e vozes.&lt;br /&gt;A terra nas mãos, o suor do rosto, tanto chão a conquistar...Olha, escuta, sente.&lt;br /&gt;Não há espelhos no tempo que distorçam minha verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-115487933086313209?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/115487933086313209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=115487933086313209' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115487933086313209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115487933086313209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/08/guardar-pra-no-esquecer.html' title='Guardar pra não esquecer'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-115332907861486830</id><published>2006-07-19T13:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T01:27:00.130-03:00</updated><title type='text'>Dama da noite</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;Você conhece Caio Fernando Abreu? Eu já tinha lido alguma coisa... Pelo menos o nome me lembrava que já tinha lido.&lt;br /&gt;Antes de colocar o conto dele aqui, tenho duas coisas pra falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta que pariu! Como eu odeio não saber escrever, não ter feito meu primeiro poema com 6 anos de idade e não ser capaz de um negócio desses... Olha que gosto de ler, mas nunca consegui ir além de alguns clássicos obrigatórios e umas viagens de vez em quando. Escrever é pros outros, e eu fico babando na vitrine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra é que não consigo entender como pude receber esse texto pra ler, depois de tantas madrugadas loucas, e uma conta de telefone fudida, e perceber que a vida é a gente que faz. Não sei pra quantas ele já mostrou o texto, nem me importo. Já acho o máximo que se lembre de dar crédito ao autor real (tem homem besta que copia baboseiras de um livro empoeirado e pensa que engana...). Mas o que eu queria mesmo falar, a segunda coisa, é que ele pensou em mim, lembrou do conto bacana, e isso me basta. Se essa porra toda é um sonho, vou fechar os olhos e acreditar que achei o meu homem de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;u  style="font-weight: bold;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Dama da Noite -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Caio Fernando Abr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u  style="font-weight: bold;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota - tá me entendendo, garotão?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Nada, você não entende nada. Dama da noite. todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro. Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê? Umas rendas aí. É, macetes. Não dou detalhe, adianta insistir. Mutreta, trambique, muamba. Já falei: não adianta insistir, boy . Aprendi que, se eu der detalhe, você vai sacar que tenho grana e se eu tenho grana você vai querer foder comigo só porque eu tenho grana. E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara. Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo. Se eu tô tesuda e você anda duro e eu precisar de cacete, compro o teu, pago o teu. Quanto custa? Me diz que eu pago. Pago bebida, comida, dormida. E pago foda também, se for preciso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Pego, claro que eu pego. Pego sim, pego depois. É grande? Gosto de grande, bem grosso. Agora não. Agora quercì falar na roda. Essa roda, você não vê, garotão? Está por aí. rodando aqui mesmo. Olha em volta, cara. Bem do teu lado. Naquela mina ali, de preto, a de cabelo arrepiadinho. Tá bom, eu sei: pelo menos dois terços do bar veste preto e tem cabelo arrepiadinho, inclusive nós. Sabe que, se há uns dei anos eu pensasse em mim agora aqui sentada com você, eu não ia acreditar? Preto absorve vibração negativa, eu pensava. O contrário de branco, branco reflete. Mas acho que essa moçada tá mais a fim mesmo é de absorver, chupar até o fundo do mal - hein? Depois, até posso. Tem problema, não. Mas não é disso que estou falando agora, meu bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Você não gosta? Ah, não me diga, garotinho. Mas se eu pago a bebida, eu digo o que eu quiser, entendeu? Eu digo meu-bem assim desse jeito, do jeito que eu bem entender. Digo e repito: meu-bem-meu-bem-meu-bem. Pego no seu queixo a hora que eu quiser também, enquanto digo e repito e redigo meu-bem-meu-bem. Queixo furadinho, hein? Já observei que homem de queixo furadinho gosta mesmo é de dar o rabo. Você já deu o seu? Pelo amor de Deus, não me venha com aquela história tipo sabe, uma noite, na casa de um pessoal em Boiçucanga, tive que dormir na mesma cama com um carinha que. Todo machinho da sua idade tem loucura por dar o rabo, meu bem. Ascendente Câncer, eu sei: cara de lua, bunda gordinha e cu aceso. Não é vergonha nenhuma: tá nos astros, boy. Ou então é veado mesmo, e tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Levanta não, te pago outra vodca, quer? Só pra deixar eu falar mais na roda. Você é muito garoto, não entende dessas coisas. Deixa a vida te lavrar a cara, antes, então a gente. Bicho, esquisito: eu ia dizer alma, sabia? Quer que eu diga? Tá bom, se você faz tanta questão, posso dizer. Será que ainda consigo, como é que era mesmo? Assim: deixa a vida te lavrar a alma, antes, então a gente conversa. Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco, ir chegando nos quarenta e não casar e nem ter esses monstros que eles chamam de filhos, casa própria nem porra nenhuma. Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo. Vai doer tanto, menino. Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;A roda? Não sei se é você que escolhe, não. Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida? Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda. Menos eu, menos eu. Quem roda na roda fica contente. Quem não roda se fode. Que nem eu, você acha que eu pareço muito fodida? Um pouco eu sei que sim, mas fala a verdade: muito? Falso, eu tenho uns amigos, sim. Fodidos que nem eu. Prefiro não andar com eles, me fazem mal. Gente da minha idade, mesmo tipo de. Ia dizer problema, puro hábito: não tem problema. Você sabe, um saco. Que nem espelho: eu olho pra cara fodida deles e tá lá escrita escarrada a minha própria cara fodida também, igualzinha à cara deles. Alguns rodam na roda, mas rodam fodidamente. Não rodam que nem você. Você é tão inocente, tão idiotinha com essa camisinha Mr. Wonderful. Inocente porque nem sabe que é inocente. Nem eles, meus amigos fodidos, sabem que não são mais. Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia? Sabe nada: você roda na roda também, quer uma prova? Todo esse pessoal da preto e cabelo arrepiadinho sorri pra você porque você é igual a eles. Se pintar uma festa, te dão um toque, mesmo sem te conhecer. Isso é rodar na roda, meu bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Pra mim, não. Nenhum sorriso. Cumplicidade zero. Eu não sou igual a eles, eles sabem disso. Dama da noite, eles falam, eu sei. Quando não falam coisa mais escrota, porque dama da noite é até bonito, eu acho. Aquela flor de cheiro enjoativo que só cheira de noite, sabe qual? Sabe porra: você nasceu dentro de um apartamento, vendo tevê. Não sabe nada. fora essas coisas de vídeo, performance, high-tech, punk, dark. computador, heavy-metal e o caralho. Sabia que eu até vezenquando tenho mais pena de você e desses arrepiadinhos de preto do que de mim e daqueles meus amigos fodidos? A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar. sabe quando vai dar? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão, mas vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente. Tava tudo morto quando você nasceu, boy, e eu já era puta velha. Então eu tenho pena. Acho que sou melhor, sei porque peguei a coisa viva. Tá bom, desculpa, gatinho. Melhor, melhor não. Eu tive mais sorte, foi isso? Eu cheguei antes. E até me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta que roda sem fim, sem mim. No fundo, tenho nojo dela - você?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Você não viu nada, você nem viu o amor. Que idade você tem, vinte? Tem cara de doze. Já nasceu de camisinha em punho, morrendo de medo de pegar Aids. Vírus que mata. neguinho, vírus do amor. Deu a bundinha, comeu cuzinho. pronto: paranóia total. Semana seguinte, nasce uma espinha na cara e salve-se quem puder: baixou Emílio Ribas. Caganeira, tosse seca, gânglios generalizados. Õ boy, que grande merda fizeram com a tua cabecinha, hein? Você nem beija na boca sem morrer de cagaço. Transmite pela saliva, você leu em algum lugar. Você nem passa a mão em peito molhado sem ficar de cu na mão. Transmite pelo suor, você leu em algum lugar. Supondo que você lê, claro. Conta pra tia: você lê, meu bem? Nada, você não lê nada. Você vê pela tevê, eu sei. Mas na tevê também dá, o tempo todo: amor mata amor mata amor mata. Pega até de ficar do lado, beber do mesmo copo. Já pensou se eu tivesse? Eu, que já dei pra meia cidade e ainda por cima adoro veado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Eu sou a dama da noite que vai te contaminar com seu perfume venenoso e mortal. Eu sou a flor carnívora e noturna que vai te entontecer e te arrastar para o fundo de seu jardim pestilento. Eu sou a dama maldita que, sem nenhuma piedade, vai te poluir com todos os líquidos, contaminar teu sangue com todos os vírus. Cuidado comigo: eu sou a dama que mata, boy. Já chupou buceta de mulher? Claro que não, eu sei: pode matar. Nem caralho de homem: pode matar. Já sentiu aquele cheiro molhado que as pessoas têm nas virilhas quando tiram a roupa? Está escrito na sua cara, tudo que você não viu nem fez está escrito nessa sua cara que já nasceu de máscara pregada. Você já nasceu proibido de tocar no corpo do outro. Punheta pode, eu sei, mas essa sede de outro corpo é que nos deixa loucos e vai matando a gente aos pouquinhos. Você não conhece esse gosto que é o gosto que faz com que a gente fique fora da roda que roda e roda e que se foda rodando sem parar, porque o rodar dela é o rodar de quem consegue fingir que não viu o que viu. O boy, esse mundo sujo todo pesando em cima de você, muito mais do que de mim e eu ainda nem comecei a falar na morte...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Já viu gente morta, boy? É feio, boy. A morte é muito feia, muito suja, muito triste. Queria eu tanto ser assim delicada e poderosa, para te conceder a vida eterna. Queria ser uma dama nobre e rica para te encerrar na torre do meu castelo e poupar você desse encontro inevitável com a morte. Cara a cara com ela, você já esteve? Eu, sim, tantas vezes. Eu sou curtida, meu bem. A gente lê na sua cara que nunca. Esse furinho de veado no queixo, esse olhinho verde me olhando assim que nem eu fosse a Isabella Rossellini levando porrada e gostando e pedindo eat me eat me, escrota e deslumbrante. Essa tontura que você está sentindo não é porre, não. É vertigem do pecado, meu bem, tontura do veneno. O que que você vai contar amanhã na escola, hein? Sim, porque vocé ainda deve ir à escola, de lancheira e tudo. Já sei: conheci uma mina meio coroa, porra-louca demais. Cretino, cretino, pobre anjo cretino do fim de todas as coisas. Esse caralhinho gostoso aí, escondido no meio das asas, é só isso que você tem por enquanto. Um caralhinho gostoso, sem marca nenhuma. Todo rosadinho. E burro. Porque nem brochar você deve ter brochado ainda. Acorda de pau duro, uma tábua, tem tesão por tudo, até por fechadura. Quantas por dia? Muito bem, parabéns: você tá na idade. Mas anota aí pro teu futuro cair na real: essa sede, ninguém mata. Sexo é na cabeça: você não consegue nunca. Sexo é só na imaginação. Você goza com aquilo que imagina que te dá o gozo, não com uma pessoa real, entendeu? Você goza sempre com o que tá na sua cabeça, não com quem tá na cama. Sexo é mentira, sexo é loucura, sexo é sozinho, boy.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Eu, cansei. Já não estou mais na idade. Quantos? Ah, você não vai acreditar, esquece. O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite. sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte. Feia, tão feia a morte, boy. A pessoa fica meio verde, sabe? Da cor quase assim desse molho de espinafre frio. Mais clarinho um pouco, mas isso nem é o pior. Tem uma coisa que já não está mais ali, isso é o mais triste. Você olha, olha e olha e o corpo fica assim que nem uma cadeira. Uma mesa, um cinzeiro, um prato vazio. Uma coisa sem nada dentro. Que nem casca de amendoim jogada na areia, é assim que a gente fica quando morre, viu, boy? E você, já descobriu que um dia também vai morrer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;color:black;"  &gt;Dou, claro. Ficou nervosinho, quer cigarro? Mas nem fumar você fuma, o quê? Compreendo, compreendo sim, eu compreendo sempre, sou uma mulher muito compreensiva. Sou tão maravilhosamente compreensiva e tudo que, se levar você pra minha cama agora e amanhã de manhã você tiver me roubado toda a grana, não pense que vou achar você um filho da puta. Não é o máximo da compreensão? Eu vou achar que você tá na sua, um garotinho roubando uma mulher meio pirada, meio coroa, que mexeu com sua cabecinha de anjo cretino desse nojento fim de todas as coisas. Tá tudo bem, é assim que as coisas são: ca-pi-ta-lis-tas, em letras góticas de neon. Mulher pirada e meio coroa que nem eu tem mais é que ser roubada por um garotinho ïmbecil e tesudinho como você. Só pra deixar de ser burra caindo outra vez nessa armadilha de sexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros ecmo você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou a fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;script&gt; &lt;!--     if (self == top) location.href = "/contos1.htm";     else if(top.awsad_refresh) top.awsad_refresh("contos1.htm");     //--&gt; &lt;/script&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-115332907861486830?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/115332907861486830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=115332907861486830' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115332907861486830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115332907861486830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/07/dama-da-noite.html' title='Dama da noite'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-115072330029875802</id><published>2006-06-19T10:09:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:30:31.106-03:00</updated><title type='text'>Te adoro</title><content type='html'>Tenho três coisas que preciso escrever. Não farei agora.&lt;br /&gt;Certamente escrevei a primeira, sobre a peça que assisti.&lt;br /&gt;A segunda é sobre um filme, carinhosa indicação que recebi. Vi e eu gostaria muito de comentar.&lt;br /&gt;O terceiro assunto, que me impede de pensar e escrever os outros dois, talvez eu não dava escrever, talvez não deva lembrar, importante até esquecer. Está decidido. Eu não vou escrever. Mas lanço no ar uma prece, esperando que um anjo passe por perto e diga (Amém).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-115072330029875802?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/115072330029875802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=115072330029875802' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115072330029875802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/115072330029875802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/06/te-adoro.html' title='Te adoro'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114912704719271721</id><published>2006-05-31T22:53:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:30:50.446-03:00</updated><title type='text'>Madrugada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Palco sagrado dos sonhos idealizados, impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Subversão absoluta de regras e conceitos,&lt;br /&gt;quando os olhos fecham&lt;br /&gt;e os corpos nus transcendem,&lt;br /&gt;mimetizam uma realidade intensa e pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Improvisação, contratempos, pausas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As línguas dançam a canção da alma&lt;br /&gt;Não se perguntam pelo fim.&lt;br /&gt;Os corpos sem governo&lt;br /&gt;brincam (juntos) de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enredo, distância, universos em colisão.&lt;br /&gt;Tudo é um sonho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luz quente do sol da tarde,&lt;br /&gt;derreto os ponteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a madrugada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114912704719271721?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114912704719271721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114912704719271721' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114912704719271721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114912704719271721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/madrugada.html' title='Madrugada'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114816309261538889</id><published>2006-05-20T17:52:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T22:32:32.890-03:00</updated><title type='text'>Dança de sonho</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Eu tive um sonho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Sonhei que estava em um grande salão de baile. Por todo o salão, pessoas dançavam, casais se aproximavam, olhos bebiam outros olhos e corpos.&lt;br /&gt;Num dado momento a pista esvaziou-se. A banda que tocava ritmos latinos preparou-se por um momento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Da entrada do grande salão surgiu um casal. Lindamente caracterizados para algo que pelo burburinho do público deveria ser o ponto alto da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro muito bem se eu estava numa mesa, ou se flutuava pelo ambiente, como se é dado fazer nos sonhos, mas pude ver cada detalhe das roupas, dos corpos, até mesmo o perfume misturado ao cheiro das bebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda tocou os primeiros acordes do que parecia ser um tango triste, um lamento, quase um choro de cordas, sopros e tambores. Pausadamente o bailarino conduziu sua parceira ao centro da pista, cadenciados, convidando todos os olhos para sua cena. Assim postados no centro, aguardando a deixa dos primeiros versos da canção, começaram a se mover leves, sinuosos e em tudo aparentemente apaixonados. Eram de uma beleza extrema; ele com olhos baixos, ela desviando o rosto de beijos enunciados num romance melódico. Prosseguiram nessa fuga de olhos até que seus corpos se separaram, no auge da dramaticidade da música. A bailarina saiu de sua prisão de braços e rodopiou por meio salão até deixar-se cair como um quadro, uma pintura pra ser admirada, no meio de um foco de luz que a fez finalmente mostrar-se por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escuro por todo o lado me fazia duvidar de que houvesse mundo ao redor daquela mulher. Só ela presente num pedaço de chão começava a delinear em gestos delicados uma sensualidade absurda. Só nos sonhos existe a perfeição que machuca aos olhos. Um corpo perfeito, lindo, plasticamente mágico, brincava com as luzes sem se dar conta que acorrentava olhares de desejo dos homens todos à sua volta. Foram três segundos, do foco até a hipnose. De repente me lembrei da música que voltou a tocar, não mais lamentos, mas uma batalha de paixão, sedução e desprezo, que uniu novamente o casal, uma salsa festiva, porém aterradora no seu enredo. Já não havia mais um casal de dançarinos, era ela somente que brilhava, morena, voluptuosa, com hálito de canela.&lt;br /&gt;(Sinto o cheiro?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheios ao encantamento coletivo, inclusive o meu, executavam seu número sem erros, também sem paixão nos olhares. Cada um dos homens enfileirados à borda da pista a olhava com desejo, admiração e sonho. Ela seguia perfeita, porém técnica. O corpo era a magia, a dança embora bela, não dizia o que se passava em seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música evoluiu até um ponto de mudança, e num novo rodopio o casal se desfez, mas não houve mais a queda. De pé ela manteve o rosto erguido e fustigava a todos a sua volta.&lt;br /&gt;E seus olhos pararam, no seu passeio de desdém, sobre um homem quase escondido entre mesas e cadeiras. Sentado, olhos fixos nela, como todos à sua volta. A ele os olhos da morena se renderam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;De volta à dança a bailarina ia e vinha por todo o salão procurando aqueles olhos, únicos em seu mundo que a faziam tremer. A cada pausa, a procura. Em giros e rodeios a bela mulher se perdia no desejo de rever o único rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era? Não sei mesmo. Nem sei se alguém mais percebeu a angústia que nascia entre aqueles olhares. Não sei se eu mesma pisava no chão ou me esparramava feito uma taça de vinho derrubada sobre a mesa. E eu sentia a paixão, sentia os tambores tocando dentro do meu corpo, um torpor misto de álcool e cigarros. Fumava sim, me lembro bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo durava aquela dança, eterna para mulher e para seu admirador contido? Quanto tempo aqueles olhos tiveram pra saber que existia um amor anunciado? Quantas voltas eu ainda seria capaz de suportar sem poder me aproximar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;Nunca dancei tão lindo assim!&lt;br /&gt;O que é isso?&lt;br /&gt;Efeito do vinho excessivo, eu que dançava afinal.&lt;br /&gt;Já não via a pista de dança, mergulhava nela vertiginosamente.&lt;br /&gt;E dançava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um amor profundo o que sentia, acho que chorava. Com a chegada do fim da música, os aplausos eram abafados pelo ruído do meu coração que se alegrava também com a liberdade de ir ao encontro daquele homem mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me viu, sei disso. Seus olhos me diziam que estava a minha espera. Como podia vê-los no escuro, tão longe, não sei. Mas havia tristeza no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada no meio da pista, vi o salão se esvaziar, vi as mesas abandonadas, vi um homem sentado, imóvel. Trêmula caminhei lentamente, mas a imagem eram quadros, que se interpunham sobre os olhos. A cada passo aquele rosto se fazia mais presente. A cada passo uma angústia maior me dizia pra não olhar mais. E mais um passo até finalmente estar perto o bastante. Estava quase podendo tocá-lo, e suas mãos me distraíram, quando fitei novamente o rosto, ele tinha partido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Ao redor, o vazio e a sensação que presenciei e vivi um grande amor de uma única noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi seu rosto. Mas desde então toda noite eu sonho com os olhos tristes que nunca vi.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114816309261538889?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114816309261538889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114816309261538889' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114816309261538889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114816309261538889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/dana-de-sonho.html' title='Dança de sonho'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114809851018302981</id><published>2006-05-20T01:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:31:19.770-03:00</updated><title type='text'>Tentando falar de esperanças</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;La maza &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;(Mercedes Sosa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?param1=mail&amp;amp;codmusica=001381-0_03"&gt;Escute&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Si no creyera en la locura &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;de la garganta del sinsonte &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera que en el monte &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;se esconde el trino y la pavura &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en la balanza &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;en la razón del equilibrio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en el delirio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en la esperanza &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que agencio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en mi camino &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en mi sonido &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en mi silencio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un amasijo hecho de cuerdas y tendones &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un revoltijo de carne con madera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un instrumento sin mejores pretensiones &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;que lucecitas montadas para escena &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un testaferro del traidor de los aplausos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un servidor de pasado en copa nueva &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un eternizador de dioses del ocaso &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;júbilo hervido con trapo y lentejuela &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo más duro &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en el deseo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que creo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en algo puro &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en cada herida &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en la que ronde &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que esconde &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;hacerse hermano de la vida &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en quien me escucha &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que duele &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que quede &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;si no creyera en lo que lucha &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un amasijo hecho de cuerdas y tendones &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un revoltijo de carne con madera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un instrumento sin mejores pretensiones &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;que lucecitas montadas para escena &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un testaferro del traidor de los aplausos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un servidor de pasado en copa nueva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;un eternizador de dioses del ocaso &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;júbilo hervido con trapo y lentejuela &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;qué cosa fuera la maza sin cantera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114809851018302981?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?param1=mail&amp;codmusica=001381-0_03' title='Tentando falar de esperanças'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114809851018302981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114809851018302981' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114809851018302981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114809851018302981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/tentando-falar-de-esperanas.html' title='Tentando falar de esperanças'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114684805488343022</id><published>2006-05-05T13:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:31:33.086-03:00</updated><title type='text'>Madalena - Numa prece</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina-me tua vida, tua fé, ensina tua luta, tuas dores, dúvidas mais atrozes, me ensina. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina-me teu martírio e as escolhas descabidas, embora humanamente éticas diante do oprimido. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina-me teu silêncio, retiro, desterro, vazio. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina-me teu amor, ensina de novo a dor de ser tua não podendo conter-te somente dentro do meu peito.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Ensina. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Também te ensino, na pequenez da minha vida a santidade de ser mulher.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Aprende o meu corpo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114684805488343022?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114684805488343022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114684805488343022' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114684805488343022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114684805488343022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/madalena-numa-prece.html' title='Madalena - Numa prece'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114676058461770263</id><published>2006-05-04T13:31:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:31:50.383-03:00</updated><title type='text'>UM CLOWN-BEAT</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;(por Geraldo Magela Matias)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Há anos escutamos e testemunhamos discursos e fatos. A História parece uma velha gagá que vive repetindo as mesmas tolices, verborragias. Confesso que não suporto mais abrir as folhas enormes dos jornais, assistir telejornais e ouvir repórteres em emissoras de rádio. A situação é similar no cinema, no teatro e na literatura. As passeatas clamando por paz, muçulmanos entregando seus corpos ao terrorismo, judeus exterminando palestinos, miséria quase total na África, subdesenvolvimento crônico na América Latina (...) &lt;em&gt;&lt;a href="http://espasmobanal.blogspot.com/2006/05/um-clown-beat-h-anos-escutamos-e.html#links"&gt;Continua&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114676058461770263?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://espasmobanal.blogspot.com/2006/05/um-clown-beat-h-anos-escutamos-e.html#links' title='UM CLOWN-BEAT'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114676058461770263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114676058461770263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114676058461770263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114676058461770263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/um-clown-beat.html' title='UM CLOWN-BEAT'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114649372308383872</id><published>2006-05-01T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:32:13.243-03:00</updated><title type='text'>Flor da idade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/1600/flor%20da%20idade.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/320/flor%20da%20idade.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Uma noite. Essa noite, longa. Longuíssima. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Relembrei enredos, revisitei mitos pra reavivar os motivos da insônia. Encontrei o roteiro de um drama, da tragédia que eu queria reescrita. E foi de fato. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Medéia, a feiticeira, virou Joana, macumbeira, costureira de bunda murcha e peitos caidos, vazios, comidos pelos filhos do seu grande amor.&lt;br /&gt;O livro do Poeta nas minhas mãos, ficando marcado de suor, de restos, fragmentos da pele dos dedos. Nos cantos a saliva, lágrimas e sonhos.&lt;br /&gt;Curiosa eu olhava. Até onde isso vai? Uma praia, o mar, outros sertões, cubículos num universo de concreto. Prisões.&lt;br /&gt;Meu sangue escorria, serpenteando vales e memórias. Sagrada fonte da vida, longe da magia de seres míticos, reviravam as entranhas, estranhas ondas vontade. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Medo sim, lembro da voz do riso e choro. Já é muito tarde, preciso ir, preciso.&lt;br /&gt;Sangue, tempo, pele, vinho, dias, suor, toque, pena, vida, dedos, saudade, tremor, pelos, vulva, dores, calor, calor, calor, calar.... Silêncio.&lt;br /&gt;Meu peito estúpido trocava um samba por modinha. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melodia, divido: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?param1=mail&amp;amp;codmusica=001179-4_10"&gt;(Ouve)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flor da idade&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia&lt;br /&gt;Pra ver Maria&lt;br /&gt;A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia&lt;br /&gt;A porta dela não tem tramela&lt;br /&gt;A janela é sem gelosia&lt;br /&gt;Nem desconfia Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família&lt;br /&gt;A armadilha&lt;br /&gt;A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha&lt;br /&gt;Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha&lt;br /&gt;Que maravilha&lt;br /&gt;Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua&lt;br /&gt;A gente sua&lt;br /&gt;A roupa suja da cuja se lava no meio da rua&lt;br /&gt;Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua&lt;br /&gt;E continua&lt;br /&gt;Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo&lt;br /&gt;Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora&lt;br /&gt;Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava&lt;br /&gt;Rita que Amava Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto&lt;br /&gt;que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chico Buarque/1973&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para a peça Gota d´água de Chico Buarque e Paulo Pontes&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114649372308383872?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114649372308383872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114649372308383872' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114649372308383872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114649372308383872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/05/flor-da-idade.html' title='Flor da idade'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114573739993711793</id><published>2006-04-22T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:32:33.466-03:00</updated><title type='text'>Trinta segundos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Já é noite, a mesa posta, flores, velas.&lt;br /&gt;Um último cigarro antes do enredo. A fumaça azulada envolve a sala. Conheço a névoa, ela é minha ponte. Quanto mais denso o ambiente, maior o meu domínio.&lt;br /&gt;Uma garrafa de vinho, caro. É deste que ela gosta, eu sei.&lt;br /&gt;Quando ele chega, eu o ajudo a se preparar. Arrumo a camisa, ajusto a gravata. Tudo tem que estar perfeito. Pra ela.&lt;br /&gt;Ele tem lindos olhos, mirando o vazio. Acredita mesmo que é dono das suas vontades. Tolo.&lt;br /&gt;Falta pouco, ela já está chegando. Meu coração bate rápido. Ele permanece imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra, senta. Não tenha pudores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda. Vestido vermelho, salto alto, olhos de uma doçura indescritível, um pouco tristes.&lt;br /&gt;Minha deixa, a regência. Cada gesto, o tom das palavras, o ritmo dos corpos, tudo sob meu comando.&lt;br /&gt;Ele serve o vinho, que eu trouxe. Espera minhas instruções. Ela se encanta com aqueles olhos, sem perceber seu vazio. Agradece àquelas mãos e não sente que são as minhas. Oferece-lhe a boca. Um sorriso, uma promessa, amor.&lt;br /&gt;Faço meu trabalho. Os aproximo, provoco, deturpo. Será que não sabem nem beijar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cola tua boa na dela, vai. E você deixa tua língua brincar no gosto do vinho, dele. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Nos ombros delicados as mãos firmes. Curvas estonteantes e as pernas e a camisa aberta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega! Não posso mais olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Que gosto tem o vinho que envenena minha amada e a joga nos braços dele?&lt;br /&gt;Porque não a minha boca que suplica pelo seu desejo?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estáticos. Pernas, braços e línguas esperam a próxima batida do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o beija. Ele lê nos seus olhos um mundo sem respostas.&lt;br /&gt;Ela o ama. Ele esquece da carne e questiona sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima batida do meu coração, tudo estará acabado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114573739993711793?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114573739993711793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114573739993711793' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114573739993711793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114573739993711793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/trinta-segundos.html' title='Trinta segundos'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114494074110985731</id><published>2006-04-13T11:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:33:03.646-03:00</updated><title type='text'>Mensagem de Páscoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www2.uol.com.br/cienciahoje/che/pascoa6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www2.uol.com.br/cienciahoje/che/pascoa6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/cienciahoje/che/pascoa6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A morte é fato. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Durante a espera, um caminho vazio que pode aumentar o desejo de aproximar o fim. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Curioso perceber que apesar do niilismo há ainda diferentes perspectivas, e um dinamismo cíclico. Do começo ao fim, tudo muda. Cada pequena morte traz consigo a semente de uma nova realidade. Simplesmente outra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Não sei se foi pela festa da gula por chocolates, mas acabei lembrando da abertura do Capra no seu livro Ponto de Mutação, tratando deste limite de morte e renascimento que pontua a vida. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;“A término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força...O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;I Ching&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Pra esse final de semana, desejo a todos, transformação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Até a próxima morte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114494074110985731?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114494074110985731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114494074110985731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114494074110985731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114494074110985731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/mensagem-de-pscoa.html' title='Mensagem de Páscoa'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114475805292377610</id><published>2006-04-11T08:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:33:48.106-03:00</updated><title type='text'>Leitura</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cheguei cedo. O bar ainda estava fechado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esperei. Esperei. Cigarros como companhia.&lt;br /&gt;Finalmente abriu. Subi. Tomei alguma coisa pra limpar a garganta, outro cigarro pra estragar um pouco a voz. Corpo travado pela ansiedade, mas presente. O ensaio. Grandes descobertas acontecem sempre no momento em que não se pode mais testar, treinar, só fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O salto alto, camisa branca, paletó de linho, chapéu, batom e as pernas muito brancas, soberanas no universo cinza. Pronta.&lt;br /&gt;Mais um jogo. Tensão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Espera. Pessoas chegando. Relógio no bolso, não vou olhar mais. Olho de novo.&lt;br /&gt;Gente chegando? Pouco. Mais um pouco. Só mais cinco minutos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tomo meu lugar na arena, na cena, na vida.&lt;br /&gt;A música. Não a minha. Billie Holiday, sensual e arrebatadora. Eles. Escuto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O tango, minha deixa.&lt;br /&gt;Faz tantos anos. Ainda sei o que é isso? Como se faz? Como se perder pra encontrar depois, livre e orgânico?...&lt;br /&gt;Eu lá, impositiva, passional. Vulgar? Talvez pouco, não na medida certa. Mas eles gostam. Era pra gostar? São as pernas, o sorriso ou eu que me perdi nas intensões? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Paixão sim, isso eu quis. Quero.&lt;br /&gt;Passou a piada, não riram. Vai mal. Engasgo, tropeço, atropelo, esqueço, rio. Feliz. Foda-se a piada. Eles são meus. Todos eles. Olhos atentos a cada pausa. Respirar. Torcem por mim. Não era assim que tinha que ser. Soube depois.&lt;br /&gt;Músicas, marcas, pausas e palavras. Chega ao fim. 10, 15 segundos de vazio. Sem o texto onde me refugiar, exposta, excessivamente maquiada, pernas abertas diante de olhos e bocas e mãos desconhecidas. Eu lá, imóvel, retendo o ar................... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aplausos pra me tirar do precipício.&lt;br /&gt;Sorriram, acenaram, buscaram meus olhos tentando me dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;Parece que gostaram, funcionou.&lt;br /&gt;Entenderam minha paixão?! Perceberam o limiar desafiando a lógica, provocando os sentidos...&lt;br /&gt;Caramba, funcionou mesmo? !&lt;br /&gt;Depois foram rostos e palavras, nomes, contatos. A auto-estima se constrói nos outros. Fiquei feliz.&lt;br /&gt;Lá fora do bar, chuva. De novo.&lt;br /&gt;Porque não me sinto realizada?&lt;br /&gt;Pergunta extremamente idiota. Ele não estava lá. Faltaram seus olhos pra me roubar a concentração, seus ouvidos pra quem eu pudesse me projetar sem sofrer, faltaram suas mãos pra contar, direitinho tudo o que se viu. Faltou sua boca.&lt;br /&gt;A chuva do domingo me levou pra longe, bem longe.&lt;br /&gt;Dentro de mim, uma cadeira vazia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114475805292377610?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114475805292377610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114475805292377610' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114475805292377610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114475805292377610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/leitura.html' title='Leitura'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114451486313871398</id><published>2006-04-08T13:40:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:34:12.620-03:00</updated><title type='text'>Toque</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/imagens/fotos/danae-M.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://www.portacurtas.com.br/imagens/fotos/danae-M.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/imagens/fotos/danae-M.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;(Peguei sem pedir...)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Um curta experimental chamado Danae, postado no Porta Curtas, patrocinado pela estatal Petrobras é digno de seus olhos. Homens e mulheres querem ser tocados, sentidos e beijados - prova de que o corpo existe, num mundo insólito e que descarta tudo, até a arte é descartável. A salvação vem no corpo de uma possível mulher que tem nome de arcanjo, Gabriel. A mulher, abandonada pelo macho, queria prazer, ser sentida, assegurar sua existência. Aparece esse ser, Gabriel, até porque arquétipos hoje em dia são provisórios. Gabriel ensina a mulher a ir em busca. Não ficar esperando. Numa atitude que poderia ser considerada ousada, mas não é mais, a mulher vê um homem angustiado, à sombra de uma árvore. Os sons da metrópole neurotizante não abafam os sussurros dos personagens. O único silêncio dos personagens é em relação aos enormes discursos disfarçados de diálogo. Apenas falas curtas, introspecção total; o único desejo de ódio é imaginado (como sempre acontece no dia a dia) pela mulher: atropela o homem que a abandonara segundos antes. O audio refere-se ao Islamismo, conotando a bestial violência do mundo masculino e machista. Mas Gabriel, arcanjo mensageiro, tráz uma mensagem de salvação. E quem a recebe é Maria, o nome da mulher solitariamente carente. Maria obedeceu, como a mãe de Jesus: "faça-se, Senhor, segundo a vossa vontade". E Maria percebeu que para receber é preciso dar. Você assiste a esse e outros tantos curtas no site &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.portacurtas.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Geraldo Magela Matias é jornalista.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114451486313871398?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://espasmobanal.blogspot.com/2006/04/o-toque-que-falta.html' title='Toque'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114451486313871398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114451486313871398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114451486313871398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114451486313871398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/toque.html' title='Toque'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114432990260797724</id><published>2006-04-06T10:22:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:34:32.076-03:00</updated><title type='text'>Flamenco</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Lendo Geraldo Magela Matias)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo vivo nas águas. Sempre os pés molhados, olhando a praia. Muitas vezes me deixando levar pelas correntes, sem rumo. Volto sempre ao princípio. Dizem que a água é signo de sentimento.&lt;br /&gt;Há poucos dias numa crise de dor, de asma, me afogando, ouvi alguém me chamando a bater os pés no chão e dançar tirando da terra o sustento e a certeza. Aquele impacto da terra seca nos pés e da inundação do peito provocou um sisma.&lt;br /&gt;Sem lembrar de motivos, chorei. Sem saber explicar, chorei muito, até recuperar o fôlego perdido.&lt;br /&gt;Não pretendo decifrar signos. Hoje os sentimentos não me sufocam mais, e as incertezas se acomodam debaixo dos meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo, você quer dançar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114432990260797724?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114432990260797724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114432990260797724' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114432990260797724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114432990260797724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/flamenco.html' title='Flamenco'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114432959248168009</id><published>2006-04-06T10:17:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:34:50.713-03:00</updated><title type='text'>Pergunta de criança</title><content type='html'>Eu assistia ao filme O Pianista, com meu filhinho. Ele tem 5 anos.&lt;br /&gt;No filme, tanta dor, judiação...&lt;br /&gt;Meu pequeno me fulminava de perguntas. Mas porque? Porque matou o homem? Porque bateu no menino? Porque ele parou de chorar? Porque morreu?&lt;br /&gt;Eu tentava explicar que o filme mostrava um tipo de maldade humana, que existiu na época que o filme conta e ainda existe. O filme conta uma história, é feito sem machucar ninguém, tudo é de fantasia. Mas a maldade que ele conta é verdadeira.&lt;br /&gt;Aquele rostinho inquisidor não me dava trégua. Porque o filme mostra a maldade? Ele mesmo arriscou um palpite: É pra ensinar e ninguém mais fazer maldade? É isso sim filho.&lt;br /&gt;Não dava mais. Tive que perceber que era demais pra ele. Desliguei o filme e fui levá-lo pra cama, fazer cafuné, contar estorinha, dar beijos, muitos beijos de boa noite.&lt;br /&gt;De repente me chamou e disse: Mamãe, lá no seu teatro faz história de maldade?&lt;br /&gt;Tudo o que fiz foi sufocar meu choro num abraço demorado e dizer que não, mesmo doendo muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114432959248168009?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114432959248168009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114432959248168009' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114432959248168009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114432959248168009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/pergunta-de-criana.html' title='Pergunta de criança'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114413940658448109</id><published>2006-04-04T05:26:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:35:11.786-03:00</updated><title type='text'>É a lei.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que o amor une, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o desamor do tempo apodrece, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;gangrena, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;contamina, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mas não solta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114413940658448109?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114413940658448109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114413940658448109' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114413940658448109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114413940658448109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/lei.html' title='É a lei.'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114408944700996529</id><published>2006-04-03T15:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:35:29.036-03:00</updated><title type='text'>Homenagem ao Louco - Claudio Rosa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Ele é intenso, apaixonante, viril. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Me deixa maluca, quando me roça a nuca com a barba malfeita...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O teatro. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Ela, não conheço muito bem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Claro que a vejo, invejo, admiro. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Até guardo um desejo secreto, um flerte. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Parece que ela nunca vai me notar...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;A literatura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Fugindo às convenções, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;prefiro olhar a minha volta, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;sorrir pra quem me faz bem &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;e descobrir que graça a vida tem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Seja ele ou ela. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Me entrego ao Amor e à Paixão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;me embriagando no mundo das palavras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114408944700996529?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://equilibbrio.blogspot.com/2006/03/do-ser-e-algumas-definies.html' title='Homenagem ao Louco - Claudio Rosa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114408944700996529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114408944700996529' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114408944700996529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114408944700996529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/homenagem-ao-louco-claudio-rosa.html' title='Homenagem ao Louco - Claudio Rosa'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114389423239479682</id><published>2006-04-01T09:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:35:54.060-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 7</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por que dói tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ombros nem se movem, curvados pra frente, ensaiando uma queda definitiva.&lt;br /&gt;A garganta, reclama da obrigação da falar. Vingança. Som monocromático, linear, inseguro, vazio.&lt;br /&gt;O peito engessado não se enche de ar. Não tem espaço pra expandir, represando sentimentos como uma esponja.&lt;br /&gt;Os olhos ardem e não choram.  Logo vertem areia pelo rosto, eternemente sonolento.&lt;br /&gt;O ventre se rebela. Não é hora. Suspiros contidos pelo aprendizado social de não reclamar e obedecer às regras. As minhas, costumeiramente estéreis.&lt;br /&gt;As pernas me suportam sem reclamar. Mas imprimem uma falta de impulso e vivacidade. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Braços cansados, jurando uma bandeira que não me serve.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O cérebro vagueia, sem vontades. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;É pra se suportar e calar? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Eu sei, lembro bem... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Disse que não ia me apaixonar. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Agora acho que não tenho escolha.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114389423239479682?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114389423239479682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114389423239479682' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114389423239479682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114389423239479682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/04/captulo-das-perguntas-n-7.html' title='Capítulo das perguntas - nº 7'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114373171479480941</id><published>2006-03-30T12:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:36:13.206-03:00</updated><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/1600/cigarro%20noir.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/320/cigarro%20noir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti de uma folha de papel branco desenhado de palavras a construir uma realidade paralela.&lt;br /&gt;Precisava conhecer a mente criadora, mergulhar num universo denso, enevoado, obscuro do que seja o instante da criação do texto.&lt;br /&gt;Sem pensar me joguei em cartas, frases, memórias de vozes. Escolhi fragmentos de corpos que me trouxessem pra perto um autor idealizado ao avesso.&lt;br /&gt;Busquei a embriagues pra justificar clichês. Encontrei na fumaça dos cigarros um lapso temporal em que a obra toma vida própria e subverte o poder do escritor.&lt;br /&gt;Num único domingo, de solidão extrema, tomei uma overdose de cinema noir. Sombras e contrastes, tudo cinza, o tango, o cigarro, a narrativa que nos leva pra dentro da estória como fiéis confidentes de personagens maravilhosamente imperfeitos.&lt;br /&gt;Ainda não consegui chegar no fundo. Estou caindo.&lt;br /&gt;Minha busca prossegue e a paixão desta vez faz parte da cena. Não posso fugir.&lt;br /&gt;Quem entende a mente de um escritor apaixonado por sua musa?&lt;br /&gt;Não. Não sou eu, a musa. Sou só o reflexo do arrebatamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114373171479480941?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114373171479480941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114373171479480941' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114373171479480941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114373171479480941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114347100503853412</id><published>2006-03-27T11:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:36:54.860-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 6</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Meu pai, marceneiro talentoso, me prometeu que fará os elementos de cena pra nosso espetáculo, e disse que isso é um incentivo de pai à minha carreira.&lt;br /&gt;Começamos a calcular quantidades de MDF para colocar no projeto de patrocínio junto às madeireiras. Fiquei surpresa quando papai disse que o melhor seria fazer uma vaquinha com o pessoal da peça pra comprar o material. Bem melhor do que ficar mendigando pedacinhos de madeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é assim que somos vistos? Mendigos de retalhos e sobras. Mas e a contrapartida financeira, a exposição do nome e da marca, o marketing no saguão do teatro? Não deveria ser uma parceria, uma troca de interesses que ao final possibilitam o acontecimento teatral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que susto. Fiquei imaginando o que passa pela cabeça das pessoas com relação aos prêmios de fomento à cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu e papai conversamos por mais de uma hora. Ele entendeu o funcionamento da parceria e do patrocínio e me deu uma folga. Só os sentimentos de inadequação e angústia ficaram martelando na minha mente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114347100503853412?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114347100503853412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114347100503853412' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114347100503853412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114347100503853412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-6.html' title='Capítulo das perguntas - nº 6'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114320913221354694</id><published>2006-03-24T09:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:37:09.620-03:00</updated><title type='text'>Distração</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Hoje saí para comprar matéria-prima para meu trabalho. Uma chapa de borracha de EVA. Já tinha ido até lá muitas vezes, na Avenida Rangel Pestana. Como em São Paulo tudo demora, levei o tocador de CD com uma seleção musical que só quem me conhece é capaz de entender: Astor Piazolla com &lt;em&gt;Libertango&lt;/em&gt;, Carlos Gardel com &lt;em&gt;Scent of Woman&lt;/em&gt; e Zeca Baleiro cantando &lt;em&gt;Isso Aqui ta Bom Demais&lt;/em&gt; do Dominguinhos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ouvi o Cd no ônibus repetindo as músicas várias vezes e me deixando levar pela mistura de sons, e imagens que se formavam na minha mente distraída, que quase esqueci de descer no ponto do Metrô Parque Dom Pedro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Já na calçada, liguei o piloto automático e comecei a andar no ritmo do Perfume de Mulher. Pena que esqueci de ajustar a rota. Andei por uns quinze minutos na Avenida Alcântara Machado, sem perceber que ela não tinha as mesmas lojas que eu conhecia há uns cinco anos. Foi preciso alcançar o Viaduto Alcântara Machado pra eu perceber que estava no lugar errado! Um pouco confusa comecei a pensar numa maneira de chegar a Rangel Pestana sem ter que voltar o caminho todo. Não tive dúvidas e entrei à esquerda numa ruazinha que tinha toda cara que ia me levar exatamente pra fora da rota, só que empolgada com os tangos e impetuosa como nunca enfrentei a sensatez e encarei a viela. Piazolla e Gardel se revezavam na imposição do ritmo dos meus pés. Era tão intenso e vibrante que eu quase corria, percorrendo uma distância grande, de um lugar cada vez menos familiar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A certa altura resolvi acender um cigarro, mas o vento não colaborava e tive que parar. Eu devia estar com cara de tango, ou sei lá o que, e quando dei por mim tinha um homem, aparentemente uns cinqüenta anos vindo direto na minha direção. Ele falou comigo qualquer coisa que não ouvi, com os fones quase no último volume, mas acho até que percebi do que se tratava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Estava me perguntando quanto era? É isso? Deseducadamente, como também não tinha ouvido sua pergunta eu continuei meu caminho. Numa fração de segundo eu revisei toda minha roupa pra ver se estava dando essa pinta: Minha mini saia nem era tão mini assim, a blusa azul clarinha não tinha atrativos, quem sabe as unhas compridas e pintadas de vinho. Sei lá. Alguns metros depois tudo foi esclarecido, eu tinha parado para acender o cigarro bem na porta da zona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei minha caminhada, rumo ao lugar errado, agora com mais elementos pra brincar no meu cérebro e me distrair do meu objetivo que era comprar EVA. Sol muito forte. Passos rápidos. Música alta. O cigarro. O puteiro. Minha cabeça assumiu a brincadeira de ir por sua conta e passei a imaginar a cena: No palco o tango. Ele de chapéu cobrindo o rosto, ela lindíssima, de vestido vermelho. Rostos fechados, só o peito pulsando demonstrava a grande paixão daqueles corpos. A conquista, o desejo, o amor. Pernas e braços impetuosos e cínicos se enlaçando ora como gatos macios e sensuais, depois como cobras prontas pra traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse clima saí finalmente das vielas e me deparei com a rua da Mooca. (Bem fora do objetivo que era a Rangel Pestana). Minha única chance era seguir até o final, alcançar a Avenida do Estado, chegar novamente ao Metrô e começar do ponto inicial, cuidando pra entrar na rua certa, desta vez. A essa altura já estava no segundo cigarro, as pernas já meio bambas pela caminhada forçada e o sol ainda mais forte. Distraí-me do tango e começou a tocar o chote de Dominguinhos. Imagina eu andando, rindo do meu péssimo senso de direção e cantando no meio da avenida: Olha que isso aqui ta muito bom, isso aqui ta bom demais. Olha quem ta fora quer entrar, mas quem ta dentro não sai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo os neurônios tomaram conta da situação, mas dessa vez de um jeito engraçadíssimo. Eram a linda mulher de vermelho e o amante latino dançando uma deliciosa quadrilha de São João e minha imaginação dava o tom da insanidade pro novo jogo de conquista e desilusão do casal de amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra resumir. Achei a avenida, achei a loja, comprei o EVA, passei num bar pra comprar outro maço de cigarros, andei mais uns 15 minutos até o ponto de ônibus e voltei pra casa com uma cena novinha, brincante no meu cérebro. Até poderia virar cena de verdade e ir pro palco, por que não? Será que algum louco seria capaz de criar essa baderna toda, ou isso é delírio meu sob efeitos da nicotina e do Sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluquice?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois é! Olha que isso aqui ta muito bom.&lt;br /&gt;Isso aqui ta bom demais.&lt;br /&gt;Olha! Quem ta fora quer entrar.&lt;br /&gt;Mas quem ta dentro não sai.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114320913221354694?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114320913221354694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114320913221354694' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114320913221354694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114320913221354694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/distrao.html' title='Distração'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114294259060331827</id><published>2006-03-21T08:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:38:42.976-03:00</updated><title type='text'>É o ator um inimigo de si mesmo?</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;Por Johnny Kagyn&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Olhe para si e para o caminho que o trouxe até aqui. É um caminho longo, curto? Não importa a extensão o que lhe trouxe até aqui foram sonhos. Sonhos íntimos. Sonhos inconfessáveis. Sonhos. Olhe para si e veja apenas você mesmo. Seus olhos, seu caminhar, a maneira como seus braços balançam. Seus medos, seus erros, o que te fez chorar. Este é você, o ator.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Agora sem deixar de enxergar a si próprio, responda: o quanto você está disponível a mostrar deste corpo, desta alma e desta mente? Pouco, muito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Agora, considerando-se apenas ator e não mais ser humano, olhe para si como instrumento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Olhe clinicamente para cada parte deste instrumento. Analise impiedosamente tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;A única pessoa a quem você não deve enganar é a si mesmo. Liste suas virtudes. Liste suas imperfeições. Seja impiedoso consigo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Enxergue-se como o seu próprio inimigo. Aquele a quem você deve vencer, superar e subjugar. Quanto você está disposto a subjugar de si mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ser ator exige uma busca e uma luta constante dentro de si mesmo. Exige que se seja sincero. Exige disponibilidade para se expor. Exige coragem para ver suas imperfeições e livrar-se de suas máscaras sociais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Você está disposto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Trabalhe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Trabalhe para vencer seus automatismos, suas idiossincrasias, seus limites e seus domínios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Trabalhe para criar a personagem. Trabalhe para destruir-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Esteja disponível para o erro. Busque o acerto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Agora pare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Deste ponto em diante lhe será exigida a disponibilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Deste ponto em diante lhe será exigida a vulnerabilidade verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;E apenas você pode verdadeiramente fazer estas exigências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Leve em consideração que ir além deste ponto pode significar destruir-se dolorosamente; e continuar neste ponto vai significar acomodar-se no seu confortável nível atual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Por você só você mesmo deve decidir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;Johnny Kagyn é dramaturgo do Coletivo SuperNova&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="mailto:Kagynkagyn@msn.com"&gt;&lt;em&gt;Kagynkagyn@msn.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://infinitoparticular.blogspot.com/"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;http://infinitoparticular.blogspot.com/&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114294259060331827?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://supernovadramaturgos.blogspot.com/2006/03/o-ator-um-inimigo-de-si-mesmo.html' title='É o ator um inimigo de si mesmo?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114294259060331827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114294259060331827' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114294259060331827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114294259060331827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/o-ator-um-inimigo-de-si-mesmo.html' title='É o ator um inimigo de si mesmo?'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114260768156697754</id><published>2006-03-17T11:56:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:39:04.706-03:00</updated><title type='text'>Sono</title><content type='html'>Quando sabe é Deus.&lt;br /&gt;Quando não sabe é vírus.&lt;br /&gt;Transito mole, fluido, confuso num limiar de névoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça do cigarro,&lt;br /&gt;ardor dos olhos,&lt;br /&gt;a dor na garganta,&lt;br /&gt;e o amor que dói mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114260768156697754?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114260768156697754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114260768156697754' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114260768156697754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114260768156697754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/sono.html' title='Sono'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114260714983736201</id><published>2006-03-17T10:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:39:37.813-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 5</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por Fernanda Sanches&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O que, dentro de mim, torna as coisas tão difíceis?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;...respondendo com outra pergunta:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por que você não reage?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114260714983736201?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114260714983736201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114260714983736201' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114260714983736201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114260714983736201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-5.html' title='Capítulo das perguntas - nº 5'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114231004365588567</id><published>2006-03-14T00:05:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:44:13.230-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 4</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Há chaves lógicas em tudo a nossa volta. Como nas moléculas de DNA, são apenas seis substâncias chamadas genericamente de aminas, que combinadas duas a duas, formam uma corrente com informação para o funcionamento de todo o ser vivo.&lt;br /&gt;Pensando no nosso corpo. Se faltarem algumas dessas aminas importantíssimas, vitais, as vitaminas, o corpo sofre e adoece. Não funciona corretamente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Faltaram as chaves da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma inteligência orgânica presente também na literatura, nas artes e, como é meu caso, na dramaturgia. O texto teatral existe para a cena. Não se encerra nas palavras. Aí é que entra um trabalho para o ator, que vai muito além da cena e a precede. O estudo e compreensão do objetivo da peça, seu tema, o conflito central e os estranhamentos paralelos que o compõem. Mas existe aquela chave. A lógica, às vezes óbvia, mas nem sempre, que dá sentido e amarra todo o enredo dentro de uma unidade harmoniosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou às voltas com uma questão. A busca dessa chave dentro do texto teatral pode ser enriquecedora e trazer resultados surpreendentes. Mas se a tal senha existe, porque ela não é revelada pelo próprio autor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conquistar o entendimento pleno do texto dramaturgico, através do processo de ensaio tem afinal mais valor no resultado estético do que teria se fosse instruído diretamente pelo autor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Acho que adivinho a resposta de vários amigos. Parece óbvio... O processo, a descoberta, a conquista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas preciso aprofundar o questionamento. Enquanto isso me estico, pulo e subo em pedras, pra alcançar a minha chave, que eu sei que existe, pendurada ali no alto, fora do alcance das minhas mãos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114231004365588567?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114231004365588567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114231004365588567' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114231004365588567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114231004365588567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-4.html' title='Capítulo das perguntas - nº 4'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114204526733541330</id><published>2006-03-10T23:46:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:44:32.406-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 3</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Posso fazer de novo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Fazer de novo é fazer outra vez ou fazer novo o novo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114204526733541330?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114204526733541330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114204526733541330' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114204526733541330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114204526733541330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-3.html' title='Capítulo das perguntas - nº 3'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114191355098652310</id><published>2006-03-09T11:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:44:51.400-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Devemos aceitar jogar, se não concordamos ou não entendemos as regras?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114191355098652310?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114191355098652310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114191355098652310' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114191355098652310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114191355098652310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-2.html' title='Capítulo das perguntas - nº 2'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114191203180966438</id><published>2006-03-09T10:19:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:45:40.160-03:00</updated><title type='text'>Desejo dos Perpétuos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/1600/desejo1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/320/desejo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/1600/desejo2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Só há uma coisa pra se ver no reino crepuscular de Desejo. É o que se chama limiar, a fortaleza do Desejo. Desejo sempre morou no limite. O limiar é maior do que podemos imaginar. É uma estátua de Desejo, ele ou ela própria. (Desejo nunca se satisfez com um único sexo. Ou apenas uma de qualquer coisa... Exceto, talvez, o próprio limiar.) O limiar é um retrato do Desejo, completo em todos os detalhes, erguido, a partir de seus caprichos, com sangue, carne, osso e pele. E, como toda verdadeira cidadela desde o início dos tempos, o limiar é habitado. O lugar só tem um ocupante neste momento. O Desejo dos Perpétuos.&lt;br /&gt;O limiar é grande demais para apenas uma pessoa. Contém dois tímpanos maiores que uma dúzia de salões de baile. E veias vazias e ressonantes como túneis. É possível andar nelas até envelhecer e morrer sem passar novamente pelo mesmo lugar. Entretanto, dado o temperamento de Desejo, só há um lugar em toda a catedral de seu corpo que lhe serve como lar. Desejo mora no coração.&lt;br /&gt;É improvável que qualquer retrato consiga fazer jus a Desejo, pois vê-la (ou vê-lo) seria o mesmo que amá-lo (ou amá-la) - apaixonadamente, dolorosamente, até a exclusão de tudo o mais. Desejo exala um perfume quase subliminar de pêssegos no verão e projeta duas sombras: uma negra e de nítidos contornos; a outra sempre ondulante, como neblina no calor. Desejo sorri em breves lampejos, da mesma forma que o brilho do Sol reluz no gume de uma faca. E há muito, muito mais do gume de uma faca na essência de Desejo. Jamais a (o) possuída (o), sempre o (a) possuidor (a), com pele tão pálida quanto fumaça, e olhos aguçados como vinho. Desejo é tudo o que você sempre quis. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Quem quer que seja você. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;O que quer que seja você. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Tudo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;Sandman - Gaiman / Zulli / Muth / Vess&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114191203180966438?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114191203180966438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114191203180966438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114191203180966438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114191203180966438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/desejo-dos-perptuos.html' title='Desejo dos Perpétuos'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114190894987213972</id><published>2006-03-09T09:41:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:46:37.693-03:00</updated><title type='text'>Capítulo das perguntas - nº 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Comer, transar e ver TV. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No mesmo nível de importância... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque ver televisão virou necessidade básica da pessoa moderna? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Há quem não assista!).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114190894987213972?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114190894987213972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114190894987213972' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114190894987213972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114190894987213972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/captulo-das-perguntas-n-1.html' title='Capítulo das perguntas - nº 1'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114133384064756711</id><published>2006-03-02T16:31:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:41:40.730-03:00</updated><title type='text'>Eu posso fazer melhor?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ontem fui ao teatro. Feliz como a moça ingênua que leva uma cantada. Aquela sensação momentaneamente saborosa, que nos faz acreditar que somos especiais. Ilusão. Mentira. A peça tinha ingresso a preço popular. R$ 1,50. E eu fui maquiada, produzida, gastar minhas moedas, pra fazer de conta que sou "gente de teatro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena. Espetáculo ruim. Nada que se pudesse salvar. A cada cena eu me sentia mais triste, por ver colegas de profissão numa realização tão pequena. Com sinceridade, eu me compadecia e me identificava com aquele sofrimento. Novas falas, novas ações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não pode ser. Que ruim... Não pode ser. Parece um pesadelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta me torturava:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;          Eu faria melhor? Em quê?&lt;br /&gt;        Deprimida eu escondia meus sentimentos.&lt;br /&gt;        Eu não faria melhor...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;___________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã eu olhei para meu trabalho, que deveria ser o sustento meu e de meu filho. Senti náusea. Deve ser fome, vou tomar café. Não tinha pão, nem leite, nem margarina, só um resto de café, de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que comprar! Peguei a bolsa, revirei a carteira, a bolsinha de moedas... Nem um real. Vazio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta. Pego no banco. Antes vou olhar o saldo, pra saber como anda aquele inferno flamejante. Me queimei. Não dá. Não posso tirar nem dez, nem cinco, estou devendo muito além dos limites do cheque especial. A constatação maior foi que eu esgotei até as tetas do banco. &lt;strong&gt;Nada.&lt;/strong&gt; Seco. Vazio. Só tinha ali o aviso, das próximas contas a serem confortavelmente debitadas do meu saldo nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a vertigem inicial, comecei a recolher papéis, contas, tabelas e sonhos esparramados na mesa de trabalho.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;-Não pode ser. Que ruim... Não pode ser. Parece um pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E as perguntas continuam a me torturar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que andei fazendo dos meus sonhos, que caminhos escolhi pra realizar as minhas necessidades? Não tenho outra chance, nem posso descer do palco. Minha vida é essa e estou deixando meu enredo azedar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta... É minha vida, porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;          Eu posso fazer melhor? Em quê?&lt;br /&gt;        Deprimida eu escancaro meu fracasso.&lt;br /&gt;        Eu não sei fazer melhor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114133384064756711?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114133384064756711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114133384064756711' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114133384064756711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114133384064756711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/eu-posso-fazer-melhor.html' title='Eu posso fazer melhor?'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114131281968060843</id><published>2006-03-02T12:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:41:13.916-03:00</updated><title type='text'>Num bosque - Fui ver</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Fazendo a roda girar, nas CNTPs!&lt;br /&gt;Link 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam também os sustos, lamentos e gemidos de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio Rosa - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cntpteatro.blogspot.com/2006/03/quis-ter-ido-ao-teatro.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Quis ter ido ao Teatro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Johnny Kagin - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cntpteatro.blogspot.com/2006/03/num-bosque-j-comeou-mal-pelo-ttulo.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Num Bosque (Já começou mal pelo título) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Alissandra Rocha - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cntpteatro.blogspot.com/2006/03/fomos-ao-teatro-e-o-teatro-no-estava-l.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Fomos ao Teatro e... O Teatro não estava lá! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114131281968060843?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cntpteatro.blogspot.com/2006/03/num-bosque-fui-ver.html' title='Num bosque - Fui ver'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114131281968060843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114131281968060843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114131281968060843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114131281968060843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/03/num-bosque-fui-ver.html' title='Num bosque - Fui ver'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114099754646497195</id><published>2006-02-26T20:43:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:40:44.760-03:00</updated><title type='text'>Eu sou aquela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Fazendo a roda girar, nas CNTPs!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Link 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114099754646497195?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cntpteatro.blogspot.com/2006/02/eu-sou-aquela.html' title='Eu sou aquela'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114099754646497195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114099754646497195' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114099754646497195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114099754646497195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/02/eu-sou-aquela.html' title='Eu sou aquela'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114092320952546299</id><published>2006-02-25T23:44:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:40:23.573-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Amamentar é um ato de amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;em&gt;Foram muitos meses de preparação e expectativa. O barrigão cresceu até quase explodir e não tive mais como segurar. O blog nasceu e é uma menina. Pálida. Pequena. Chorosa como quê. Chama-se Branca. Como a folha de papel virgem. Branca Dias.&lt;br /&gt;O trabalho de parto foi o que é. Tinha que estar doendo muito, pra eu saber que era a hora. Eu soube. Fiz a minha parte, sem melodrama. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;em&gt;A aqui estamos nós. Engana-se quem pensa que o difícil passou. Agora vou amamentar. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;em&gt;Você sabia que o bebê não nasce sabendo mamar? Ele tem o instinto de chorar por fome e sede, e o reflexo de sugar o que lhe chegue à boca, mas mamar é bem mais complexo que isso. E quem tem a obrigação de ensinar o filhote a sugar o peito, fazer força em troca do alimento, suar as pestaninhas brancas? A mãe que também não tem a menor idéia de como tudo isso funciona.&lt;br /&gt;E dói. Bastante mesmo. Fica em carne viva e sangra e inflama. E você não pode tirar a boquinha nervosa do peito, negar o alimento à sua criança. Tem que ter amor demais pra aprender e ensinar ao recém nascido que a regra maior de sua vida é lutar pelo seu alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim estamos eu e Branca. Nos conhecendo. Mergulhei de cabeça, já que não posso mais negar sua existência, mas ela já tem me roubado horas de sono e exigido dedicação. E os seios estão um trapo. Rachados, mastigados, febris. Não me venham com aulas toscas de anatomia, que eu quero deixar aqui a imagem que eu tenho: &lt;strong&gt;As fontes da vida, o alimento do filho, moram perto do coração da mãe.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do meu filho Gabriel. Hoje tem 5 anos.&lt;br /&gt;Foi tudo igualzinho: as dores, o parto, o sono e as feridas.&lt;br /&gt;Ficamos nessa dor por quase um mês e meu bebê parecia um rato branco, não ganhava peso. Eu chorava de dor, ele chorava de fome. Ele exigia com sua vozinha potente, de anjo anunciador, o que lhe era direito e eu fazia o meu melhor. Fuzilava com os olhos quem me falasse em mamadeiras. Queria fazer o que é certo. Eu era o certo... durante quase um mês eu o fiz passar muita fome. Ao final, estavamos esgotados. Ele fraquinho e eu derrotada. Eu não produzia a quantidade necessária de leite. De tudo o que já errei na vida, nada pesa tanto em minha consciência quanto os olhinhos fundos, de um anjo desnutrido. Meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi por um mês. Quando finalmente aceitei que poderia ser uma grande mãe se reconhecesse meus limites. Evidentemente tudo ficou mais facil. Ele amou as mamadeiras muito mais do que a mim, mas aceitou mamar no peito antes de dormir, e eu encontrei a paz de uma noite de sono. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;em&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom. Barrigas crescem. Crianças nascem o tempo todo. E os seios fartos jorram leite nos forros de algodão, nas camisas, nas blusas. Meu filho com 7 meses já não ligava nada praquele meu aconchego e eu, da minha vida calma, assistia ao crescimento demográfico da família a minha volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, uma prima com seu filhinho de quase três meses, apareceu em casa toda descansada, serelepe e feliz, com os seios quase estourando de tão cheios e disse que estava desmamando o filho, porque não aguentava mais acordar a cada três horas pra amamentar. Nesse dia eu soube o que era ódio. Jamais senti nada igual na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pela arte, pela vida sinto ódio de quem empedra seu telento ao redor do coração. Seja por dinheiro, ou por não dar importância, espera que a fúria seque, ignora a náusea, cochila sossegado enquanto o mundo agoniza. Deixa azedar a esperança.&lt;br /&gt;Quantos lutam desesperadamente pra tirar de dentro de si algumas gotas de vida, enquanto outros, a tem escorrendo pelo ralo.&lt;br /&gt;NÃO! Enquanto existirem bocas, olhos, ouvidos famintos de amor, informação, coerência, indignação, será dever do artísta botar os seios pra fora e deixar jorrar o leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psssssssiu... Ela está mais calma agora. Minha pequena de barriguinha cheia e sorrizo no rosto. Vou descansar. Logo mais ela acorda e eu estarei aqui. Fazendo o meu melhor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114092320952546299?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114092320952546299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114092320952546299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114092320952546299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114092320952546299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/02/amamentar-um-ato-de-amor-foram-muitos.html' title=''/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114088340527978744</id><published>2006-02-25T12:54:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T23:39:58.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muitas vezes uma musiquinha nos atormenta, insistindo em ficar na memória, reverberando. Felizmente algumas frases interessantes, citadas ou originais, tem também esse comportamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lendo, vivendo e quase sem refletir, deixei nascer uma dessas, que me acompanha há dias. Queria muito alojá-la numa crônica, ou lançá-la ao vento numa cena, mas minha ficção é miserável e o contexto todo da tal frase não cabe contar aqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resolvi somente registrar minha impertinente companheira, sem dar maiores explicações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;"O meu afeto, ferido de morte, sangra na tua presença."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114088340527978744?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114088340527978744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114088340527978744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114088340527978744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114088340527978744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/02/muitas-vezes-uma-musiquinha-nos.html' title=''/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19754354.post-114074883040686483</id><published>2006-02-23T23:37:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T12:49:19.730-03:00</updated><title type='text'>Postagem Inaugural</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/1600/Cenabrancadias.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; HEIGHT: 270px" height="279" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7727/1961/320/Cenabrancadias.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou leitora, essencialmente. Atriz. Não sou escritora. Até com a dramaturgia minha intimidade chega somente à experiência cênica. Nunca publiquei um artigo, nem escrevi uma cena que fosse. No entanto, interagindo virtualmente com inúmeras pessoas, lendo blogs, criando laços e fazendo tudo isso através do teclado, comecei a sentir necessidade de registrar algumas impressões.&lt;br /&gt;Um amigo me disse, certa vez, que o artista sofre porque tem que olhar o mundo pelo outro, e ainda tem que representar. É exatamente meu desejo. Não quero ver pelo outro e dar as respostas, não sou capaz disso. Quero ver o mundo e reagir a ele com indignação ou doçura, com espanto ou paixão. Este é meu desejo como atriz e vou tentar criar um paralelo aqui na grande rede. Talvez eu não consiga escrever artigos sólidos, bem acabados, estilisticamente corretos. Vou colocar aqui minhas impressões. Pode ser sobre um livro, um espetáculo ou até sobre os blogs dos amigos. Impressões, dúvidas, risos, respostas aos estímulos à minha volta.&lt;br /&gt;Escolhi pra dar o primeiro passo uma carta virtual que escrevi a alguém. Transcrevo na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da Liberdade. Nem mesmo em troca do sol”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui almoçar com uma amiga. Um encontro que eu estava devendo, já que faltei ao café que tínhamos combinado no último final de semana.&lt;br /&gt;Conheço muito bem o trânsito e o clima daqui. Calor forte, pancadas de chuva e horas perdidas nos ônibus. Saí preparada, não com um guarda-chuva, mas com um livro que gosto muito. O Santo Inquérito de Dias Gomes.&lt;br /&gt;É incrível como me emociona a história, mesmo depois de várias leituras. Hoje, no ônibus, comecei a chorar já no prefácio de Yan Michalski... Enfim, me entreguei ao texto.&lt;br /&gt;Branca Dias, você conhece? É uma jovem paraibana, neta de cristãos novos, que percebe a presença de Deus nas coisas simples. Acredita no amor, na natureza e no prazer. Qualquer forma de prazer como o vento nos cabelos andando a cavalo, um banho de rio numa noite quente, um toque, quase sem querer, no corpo de seu noivo Augusto, ou até um bom prato de carne seca apimentada.&lt;br /&gt;Tendo sua fé baseada no amor e certa da pureza de seus sentimentos, ela é acusada de heresia. É justamente sua certeza que a incrimina. Aos olhos do tribunal ela é culpada e precisa ser salva através da confissão e humilhação pública, ou morrer para expiar seus pecados. Ela só entende as armadilhas da incomunicabilidade quando já não pode mais voltar atrás.&lt;br /&gt;Contundente. Simples e belo do começo ao fim!&lt;br /&gt;Ao final da peça, desci do ônibus. Chuva, muita chuva. Granizo, galhos pela rua, uma pequena multidão abrigada em cada loja.&lt;br /&gt;Eu só pensava na jovem Branca, amante da natureza, apaixonada pelo revolucionário Augusto.&lt;br /&gt;Ninguém percebeu meus olhos vermelhos. Ninguém entendeu meu riso feliz, andando sob a chuva forte de São Paulo.&lt;br /&gt;E eu só queria um par de olhos pra esse meu momento de graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19754354-114074883040686483?l=branca-dias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://branca-dias.blogspot.com/feeds/114074883040686483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19754354&amp;postID=114074883040686483' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114074883040686483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19754354/posts/default/114074883040686483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://branca-dias.blogspot.com/2006/02/postagem-inaugural.html' title='Postagem Inaugural'/><author><name>Márcia Nestardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16724676710801705750</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_jC_VzWLPoEU/Sk7GQul90tI/AAAAAAAAAGE/JY1pOz5AFBw/S220/fotosorrindomenorzinha.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
